Primeiro evento será sobre os desafios do mundo do trabalho no século XXI e a Doutrina Social da Igreja As inscrições para o primeiro Círculo de Formação Política da Arquidiocese de Brasília estão abertas. O primeiro encontro será no próximo dia 31 e terá a presença do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho. As inscrições são feitas pelo site npf.arquidiocesedebrasilia.org.br . O evento será na Faculdade de Teologia da Arquidiocese (914 Sul) a partir das 19h30. Os 100 primeiros inscritos participarão presencialmente do evento. Também haverá transmissão ao vivo pelas redes sociais da Arquidiocese de Brasília e do Núcleo Política e Formação. O tema desse primeiro círculo será “Desafios do mundo do trabalho no século XXI e a Doutrina Social da Igreja”. Gandra aprofundará aspectos da nova lei trabalhista, aprovada em julho. Círculos de Formação sobre Política e Fé Os círculos de formação são promovidos pelo Núcleo Política e Formação (NPF). Criado no fim de 2016 a pedido do Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o núcleo surgiu de uma necessidade explicitada no Plano Pastoral 2016-2019 da Arquidiocese: aprofundar a formação sobre fé e política. Em parceria com a Faculdade de Teologia, serão realizados mais três círculos de formação política até o fim deste…
Papa Francisco e a Cúria Romana iniciaram o retiro quaresmal neste domingo, em Ariccia, cidade próxima a Roma Na segunda-feira, 6, o Papa Francisco e a Cúria Romana participaram da primeira meditação dos exercícios espirituais, o retiro do tempo quaresmal realizado em Ariccia, próximo a Roma. O responsável pelas pregações, padre Giulio Michelini, exortou os 74 presentes a se fazerem algumas perguntas sobre a própria vida espiritual. “A confissão de Pedro e o caminho de Jesus para Jerusalém”, no Evangelho segundo São Mateus, foram o ponto de partida da meditação desta segunda-feira. Padre Michelini exortou os presentes a se perguntarem como tomam as decisões importantes da própria vida. “Faço discernimento baseado em qual critério? Decido impulsivamente, deixo-me levar por aquilo que é habitual, coloco a mim mesmo e meu interesse pessoal acima do Reino de Deus? Ouço a voz de Deus, que fala de modo humilde?” O sacerdote se concentrou na figura de Pedro e na tradição rabínica. Mediante revelação, Pedro reconhece que Jesus é o Messias. Daí, o religioso franciscano sugere que o Pai tenha falado não somente por meio do Filho, mas tenha falado ao Filho, Jesus, também através de Pedro. É Jesus que revela pouco a pouco a sua vocação, mas realiza gestos também porque é solicitado por outros. Na vida de Jesus de Nazaré é deixado…
1 – São João Crisóstomo: “Deu-se todo não reservando nada para si”. “Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor” (Ct 2,4-5)”. 2 – São Boaventura: “Ainda que friamente aproxime-se confiando na misericórdia de Deus”. 3 – São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”. 4 – Santa Teresa de Ávila: “Não há meio melhor para se chegar à perfeição”. “Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem”. “Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”. 5 – São Bernardo: “A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente”. “Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”. 6 – Santo Ambrósio: “Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance.” 7 – São Gregório Nazianzeno: “Este pão do céu requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado”.“O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-no do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno.” 8 – São Tomás de Aquino: “A comunhão destrói a tentação do…
Os católicos são criticados por fazer o Sinal da Santa Cruz. Mas há sólido fundamento nessa prática, como veremos. A Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz no dia 14 de setembro. Essa festa origina-se nos primórdios da cristandade, porque a Morte do Senhor sobre a Cruz é o ponto culminante da Redenção da humanidade. A glorificação de Cristo e a nossa salvação passam pelo suplício da Cruz. Cristo, encarnado na Sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene. Os Apóstolos resumiam sua pregação no Cristo crucificado e ressuscitado dos mortos, de quem provém a justificação e a salvação de cada um. São Paulo dizia que Cristo cancelou “o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na Cruz” (Cl 2,14). É por isso que cantamos na celebração da adoração da santa Cruz na Sexta-feira Santa: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo: Vinde! Adoremos!”. O caminho da cruz, da humilhação e da obediência foi o que Deus escolheu para nos salvar. Por isso, amamos e exaltamos a santa Cruz. São Paulo resumiu tudo, dizendo aos filipenses: “sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade…
A resposta é não. Na verdade, a Igreja Católica tem orientações claras para o vinho que deve ser usado nas missas. Essa indicação está na instrução Redemptionis Sacramentum. O motivo das recomendações é o fato de que, para os católicos, durante a missa o vinho se torna o sangue de Jesus Cristo. Por isso, são exigências que visam a manter o caráter sagrado da celebração. Pede-se que o vinho usado seja puro, natural e, lógico, de uva. Não pode ser qualquer vinho, não pode ter substâncias como conservantes, aromas, entre outras. Diz o texto: “Está totalmente proibido utilizar um vinho de que se tem dúvida quanto ao seu caráter genuíno ou à sua procedência, pois a Igreja exige certeza sobre as condições necessárias para a validade dos sacramentos.” A Instrução Geral para o Missal Romano (livro usado na celebração das missas) recomenda que: “Tenha-se grande cuidado em que o pão e o vinho destinados à Eucaristia se conservem em perfeito estado, isto é, que nem o vinho se azede nem o pão se estrague ou endureça tanto que se torne difícil parti-lo” (nº 323). Para ajudar nessa escolha do vinho, as lojas de artigos religiosos vendem o chamado “Vinho Canônico”, popularmente conhecido como “vinho do padre”. Esse vinho está dentro das exigências. Usado em pequenas quantidades, costuma ser bastante licoroso,…
Coerência, proximidade e servidão caracterizam a autoridade que Jesus tinha com o povo, explicou o Santo Padre. Jesus tinha autoridade porque servia as pessoas, estava próximo das pessoas e era coerente, ao contrário dos doutores da lei que se sentiam príncipes. Estas três características da autoridade de Jesus foram destacadas pelo Papa Francisco na Missa desta terça-feira, 10, na Casa Santa Marta. O Pontífice sublinhou que os doutores da lei ensinavam com autoridade “clericarística”, afastados das pessoas, não viviam aquilo que pregavam. A autoridade de Jesus e aquela dos fariseus foram os dois eixos centrais para a homilia do Papa. Uma é autoridade real, a outro formal. O Evangelho do dia fala do estupor das pessoas porque Jesus ensinava “como alguém que tem autoridade” e não como os escribas. Estes, ressaltou Francisco, eram as autoridades do povo, mas aquilo que ensinavam não entrava no coração, enquanto Jesus tinha uma autoridade real: não era “um sedutor”, ensinava a Lei até o último detalhe, ensinava a Verdade com a autoridade. “Jesus servia as pessoas, explicava as coisas para que as pessoas entendessem bem: estava ao serviço das pessoas. Havia um comportamento de servidor, e isto Lhe dava autoridade. Ao invés, os doutores da lei que as pessoas… sim, escutavam, respeitavam mas não reconhecia que tivessem autoridade sobre eles, estes tinham uma psicologia…
Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos, janela da alma, canal de luz. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe queria vê-la casada com um jovem de distinta família, porém pagão. Ao pedir um tempo para o discernimento foi para uma romaria ao túmulo da mártir Santa Ágeda, de onde voltou com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimento por que passaria, como Santa Ágeda. Vendeu tudo, deu aos pobres e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Santa Luzia, não querendo oferecer sacrifício ao deuses e nem quebrar o seu santo voto, teve que enfrentar as autoridades perseguidoras e até a decapitação em 303, para assim testemunhar com a vida, ou morte o que disse: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade”. Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da…